Centro de Atenção Psicossocial enfatiza ações do Movimento da luta Antimanicomial

O Movimento da luta Antimanicomial traz em sua essência a luta pelos direitos das pessoas com sofrimento mental, traz o combate à ideia de tratar a pessoa com sofrimento mental, isolando-a, medida essa que fere o direito fundamental à liberdade. Essa luta busca conscientizar a sociedade como um todo que pessoas em sofrimento mental são cidadãs como todas as outras e por isso tem direito a desfrutar da liberdade, a viver em sociedade e receber tratamento e cuidado, sem ter que abrir mão da convivência em sociedade para isso.

O Movimento da Reforma Psiquiátrica se iniciou no final da década de 70 com o lema “por uma sociedade sem manicômios”, onde vários segmentos da sociedade questionam o modelo clássico de assistência centrado em internações em hospitais psiquiátricos, denunciam as graves violações aos direitos das pessoas com transtornos mentais e propõe a reorganização do modelo de atenção em saúde mental no Brasil a partir de serviços abertos, comunitários e territorializados, buscando a garantia da cidadania de usuários e familiares, historicamente discriminados e excluídos da sociedade.

Com a aprovação da Lei 10.216/2001, nomeada “Lei Paulo Delgado, estabeleceu a responsabilidade do Estado no desenvolvimento da política de saúde mental no Brasil, através do fechamento de hospitais psiquiátricos e a abertura de novos serviços comunitários e participação social no acompanhamento de sua implementação, surgindo assim a criação dos CAPS’ s.

São 40 anos de luta. A política de Saúde Mental, é uma política que vem sendo construída há 40 anos. Nesses 40 anos, foram muitas as vitórias, dentre elas destacamos a Lei Estadual 11.490 de 1 de novembro de 2019, de autoria da Deputada Cida Ramos. A lei instituí a Semana Estadual da Luta Antimanicomial, a ser comemorada anualmente na terceira semana do mês de maio, em todo o Estado da Paraíba. Durante essa semana, a rede de ensino, instituições e órgãos estaduais e entidades da sociedade civil poderão desenvolver programações com a realização de palestras, debates, seminários, atividades práticas e afins como incentivos a conscientização da Luta Antimanicomial. Também tivemos muitos retrocessos, como os vivenciados no ano passado, onde mais uma vez vimos o hospital de novo no centro da rede, a compra de aparelhos de eletroconvulsoterapia e a interrupção do processo de abertura de CAPS, na Nota Técnica Nº 11/2019 do Ministério da saúde. Vemos a mudança de toda a lógica da atenção psicossocial, mas não podemos parar de lutar!

Sousa é exemplo e uma das pioneiras na adesão a reforma da atenção à saúde mental no estado da Paraíba, mostrando que é possível mudar e fazer a diferença, demonstrando isso, através dos nossos Centros de Atenção Psicossociais: CAPS Tozinho Gadelha, Residência Terapêutica, CAPS ad Walter Sarmento de Sá e CAPS i João Paulo II, que vem resgatando a cidadania e trazendo de volta aos nossos usuários os seus valores e dignidade.

O município de Sousa-PB também conta com a sua Lei Municipal de Saúde Mental (2.057/ 2005) sancionada em 18/07/2005, concedendo a inserção social e garantindo os direitos constitucionais as pessoas portadoras de deficiência mental

Em tempos de pandemia, a ordem é para estarmos reclusos, porém, mesmo reclusos em nossas casas, não podemos calar a nossa voz. Em 2020, um ano atípico, traremos como tema da semana da Luta Antimanicomial: “Fazer Marchar a Liberdade, quando não se pode ir às ruas”. Por que embora limitados pela atual conjuntura social que vivemos no Brasil e no mundo, precisamos ter claro em nossas mentes que estamos sim isolados, amordaçados? Jamais.

NÃO ME JULGUE...

...DIFERENTE OU UM PROBLEMA...

PRECISO APENAS DE...

APOIO,ATENÇÃO,RESPEITO,ACEITAÇÃO

 

Equipe: Caps infantil  João Paulo 2

   Caps AD Walter Sarmento de Sá

                Caps 3 Tozinho Gadelha.